
A cultura é a grande riqueza da sociedade. Por meio dela aprendemos os valores de cada nação. Clifford Geertz (1926-2006), em “A interpretação das Culturas”, expõe que “Entre o que o nosso corpo nos diz e o que devemos saber a fim de funcionar, há um vácuo que nós mesmos devemos preencher, e nós o preenchemos com a informação (ou desinformação) fornecida pela nossa cultura”. Dessa forma, pode-se concluir que a cultura (ainda segundo Geertz, conjunto de mecanismos de controle para governar o comportamento humano) é um dos elementos formadores do que se pode compreender por Ser Humano.
Se permanecermos nesse caminho, podemos concluir que a Região é um componente importante como agente formador de regras, preceitos e crenças, que varia conforme cada grupo social. No ano de 2000, foi lançado o Atlas da filiação religiosa e indicadores sociais no Brasil, assinado pelos professores Cesar Romero Jacob e Dora Rodrigues Hees, da PUC-Rio, e pelos pesquisadores franceses Philipe Waniez e Violette Brustlein, traz um panorama sobre a diversificação, localização e aspectos sociais das regiões no Brasil. Os dados apresentaram dados referentes à distribuição relativa da população para cada religião:
Se permanecermos nesse caminho, podemos concluir que a Região é um componente importante como agente formador de regras, preceitos e crenças, que varia conforme cada grupo social. No ano de 2000, foi lançado o Atlas da filiação religiosa e indicadores sociais no Brasil, assinado pelos professores Cesar Romero Jacob e Dora Rodrigues Hees, da PUC-Rio, e pelos pesquisadores franceses Philipe Waniez e Violette Brustlein, traz um panorama sobre a diversificação, localização e aspectos sociais das regiões no Brasil. Os dados apresentaram dados referentes à distribuição relativa da população para cada religião:
Distribuição percentual da população residente, por religião no Brasil 1991/2000:
Chamou-nos a atenção, a partir da análise dos dados, o baixo número de seguidores nas religiões afro-brasileiras, na tabela acima, representadas pela Umbanda e Candomblé (0,3% da população, ou seja, cerca de 500 mil pessoas). Isso porque se levarmos em consideração que durante a época da escravidão, foram trazidos cerca de 3,5 milhões de negros (Almanaque Abril 2003, Volume Brasil, Editora Abril, 2003), e que de certa forma, foram impedidos de preservar suas múltiplas culturas e religiões.
Desse modo, esse blog tem com objetivo:
- Compreender os fatores que levaram a algumas dessas religiões africanas praticamente desaparecerem;
- Discutir e exemplificar o preconceito sentido pelos praticantes dessas religiões.
Referências Bibliográficas
Geertz, C. A interpretação das Culturas. 1ed. – Rio de Janeiro, LCT, 2008. p.62
Disponível em http://navi.ufsc.br/files/2011/09/GEERTZ-Clifford.-A-interpreta%C3%
A7%C3%A3o-das-culturas.pdf Acessado em outubro de 2012
PAMPLONA, R.C. Convite à Leitura do Atlas da Filiação Religiosa e Indicadores Sociais no Brasil. Disponível em: http://www.pucsp.br/nures/revista4/nures4_resenha.pdf Acessado em outubro de 2012
Almanaque Abril 2003, Volume Brasil, Editora Abril, 2003
JACOB, C.R et al. Atlas da Filiação Religiosa e Indicadores Sociais. Rio de Janeiro: Ed. PUC-Rio, São Paulo: Loyola 2003. Disponível em: http://horizon.documentation.ird.fr/exl-doc/pleins_textes/divers11-03/010031592.pdf Acessado em outubro de 2012

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