Os índios habitavam as terras brasileiras, com a chegada dos europeus houve um choque de culturas e os colonizadores quiseram impor suas crenças e costumes aos índios.
Entre a cultura europeia e a ameríndia havia traços históricos parecidos, para os portugueses que eram católicos havia a passagem na bíblia do dilúvio para os índios também existia, somente com aspectos culturais diferentes; “quando a água vermelha, a água vermelha e grossa se pôs a subir, então ela levou inumerável Aché. A água vermelha a grande água vermelha levava muitos Aché.
Um homem e sua mulher treparam uma palmeira até o topo. Até no topo de uma palmeira eles treparam. Vendo lá do alto que a água continuava a subir. Tanto que se elevou a onda que se abateu a árvore e os dois Aché tiveram que subir no topo de outra. Velha e sólida palmeira. Mais tarde recomeçaram a lançar os frutos eles o jogaram embaixo: pluft! A água estava ali ainda. Mais tarde recomeçaram a lançar frutos: pum! Haviam batido na pedra. Então eles puderam descer. A água havia levado todos os Aché e eles haviam se transformado em capivara. É na água que moram transformados em capivara as almas desse s Aché”( RIVAS, Maria Elise Gabriele Baggio Machado , p.29e 30, 2008).
Entre a cultura europeia e a ameríndia havia traços históricos parecidos, para os portugueses que eram católicos havia a passagem na bíblia do dilúvio para os índios também existia, somente com aspectos culturais diferentes; “quando a água vermelha, a água vermelha e grossa se pôs a subir, então ela levou inumerável Aché. A água vermelha a grande água vermelha levava muitos Aché.
Um homem e sua mulher treparam uma palmeira até o topo. Até no topo de uma palmeira eles treparam. Vendo lá do alto que a água continuava a subir. Tanto que se elevou a onda que se abateu a árvore e os dois Aché tiveram que subir no topo de outra. Velha e sólida palmeira. Mais tarde recomeçaram a lançar os frutos eles o jogaram embaixo: pluft! A água estava ali ainda. Mais tarde recomeçaram a lançar frutos: pum! Haviam batido na pedra. Então eles puderam descer. A água havia levado todos os Aché e eles haviam se transformado em capivara. É na água que moram transformados em capivara as almas desse s Aché”( RIVAS, Maria Elise Gabriele Baggio Machado , p.29e 30, 2008).
O europeu conseguiu colonizar não apenas parte do continente americano ele também colonizou parte do imaginário indígena, com muita eficácia transformou os donos da terra em desterrados do corpo e da alma (RIVAS, Maria Elise Gabriele Baggio Machado, 2008).
Cultura Africana
O território africano desde o século VII recebia influências do islamismo. Os portugueses introduziram o cristianismo na África em 1489 conforme um acordo com o rei do Congo. Com a escravidão os negros que entraram no Brasil já habitavam o imaginário dos europeus como um ser inferior, demoníaco, herege e sem alma, segundo a igreja.
Estar ligado à figura do negro era suficiente ser considerado algo demoníaco, infecto e descaracterizado dos princípios divinos, pois como para a igreja, o negro não tinha alma, logo não poderia produzir nada de sagrado. Qualquer traço de elementos culturais africanos traria automaticamente a negatividade coisas ruins e inferiores (RIVAS, Maria Elise Gabriele Baggio Machado, p.46, 2008).
As escolas umbandistas ligadas às tradições africanas, até os dias atuais são consideradas demoníacas. Somar isso a figura do índio era enterrar- se vivo para a sociedade da época.
Havia a preocupação de que os miseráveis considerados pela sociedade como os negros e índios, instituísse uma nova religião. A Umbanda que tinha todo o elemento das culturas dos excluídos, porém com uma nova leitura tornasse a religião dos mesmos. Foi então necessária uma campanha de desvalorização associando a “nova religião” a padrões selváticos, primitivos e incultos (RIVAS, Maria Elise Gabriele Baggio Machado, p.49, 2008).
Isso está baseado no porque do mito esta baseado no surgimento da mesa Kardecista e ter seu registro nos anais branco da Umbanda.
A única “raça” com aval da sociedade “civilizada e culta” para legitimar um movimento cultural e religioso, o nascimento da Umbanda.
(RIVAS, Maria Elise Gabriele Baggio Machado, 2008).
Cultura europeia
Com a vinda da família real para o Brasil e os acordos firmados entre Portugal e Inglaterra de “Comércio, Navegação, Aliança e Amizade” e mais a prática religiosa protestante em nosso território, a introdução do culto protestante desencadeou reflexos sociais como a preocupação com o alto índice de analfabetismo no país. Os protestantes introduziram a alfabetização funcional para as classes menos favorecidas, pois para eles era necessário que cada pessoa pudesse ler e interpretar a bíblia.
Para um país que tratava, índios negros e mestiços como animais e imigrantes pobres sem direito a nada foi uma mudança significativa.
Num primeiro momento os protestantes não encontraram dificuldades com a igreja católica que estava se voltada para os cultos demoníacos afrodescendentes.
No ano de 1824 a religião católica foi declarada religião oficial do Império, “O artigo cinco de 25 de Março de 1824, outorgada por Dom Pedro I dizia “A religião Católica Apostólica Romana continuará a ser a religião do Império, segundo o qual o poder executivo possui a obrigação de proteger a religião do Estado.
(RIVAS, Maria Elise Gabriele Baggio Machado, p. 53, 2008).
Em Salvador as organizações não católicas compostas especialmente por negros, funcionavam em moradias e faziam parte do quadro urbano.
Os terreiros, centros e o protestantismo vieram a ser no Brasil profundo transformador social como foi à igreja católica em causa própria.
Algumas religiões eram legitimadas enquanto outras eram perseguidas como culto demoníaco.
Quando foram estabelecidas as faculdades de medicina no Brasil em 1832 houve uma acirrada tensão entre curandeiros e feiticeiros, embora a medicina imperial tivesse informações das três tradições: europeia, indígena e negra.
Quando se estabeleceu o afastamento dos curandeiros e feiticeiros ocorreu uma “Caça as bruxas” no qual seria denigrir e desacreditar a arte de cura popular desses praticantes. Podemos citar que os jesuítas para impor aos índios o cristianismo destruíram sua cultura.
(RIVAS, Maria Elise Gabriele Baggio Machado, p.56, 2008).
Essas são algumas das influências recebidas pela Umbanda.
Referências Bibliográficas
RIVAS, Maria Elise Gabriele Baggio Machado - O Mito de Origem, 2008.
Manual para apresentação à FTU – Faculdade de Teologia Umbandista.
DA SILVA, Vagner G."Candomblé e Umbanda: Caminhos da devoção brasileira". 1ª ed. São Paulo: Editora Ática,1994,p.106-110.
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