quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Umbanda e Sexualidade



A palavra sexo (do Latim secare: cortar, dividir) [1] originalmente refere-se a nada mais do que a divisão da raça humana em dois grupos: fêmeas e machos. Todos os indivíduos pertencem a um destes grupos, ou seja, ou o indivíduo é fêmea ou é macho. Contudo, o assunto não é tão simples, em alguns casos pode ser extremamente difícil determinar se um indivíduo em particular é do sexo feminino ou masculino, haja vista intervenções genéticas que ditam ordens diversas de manifestações de sexualidade.

O sexo é algo polêmico no que diz respeito à religião. Algumas religiões consideram algo sujo, impuro, pagão. Na igreja católica, por exemplo, os padres e madres fazem voto de castidade; em alguns segmentos evangélicos o corpo não pode ser explorado e dentro da umbanda e candomblé é comum a expressão corpo sujo (quando o homem e mulher tiveram relações sexuais[2], isso sem entrar no assunto: sexualidade, gênero, homossexualidade, etc.

Em particular a Umbanda acredita em um caráter espiritual das manifestações sexuais, vez que a identidade sexual de cada um se expressa não no corpo físico que possui, mas no corpo espiritual. Também citando o ato sexual a umbanda acredita que essa atividade tem por base compensações de libido com efeitos físicos, astrais e mentais.

Direcionando para o ato sexual, a umbanda não o condena, porém, considera que o ato não é somente interação biológica, mas que “se estabelece um circuito de forças pelo qual a dupla se alimenta psiquicamente de energias espirituais, em regime de reciprocidade” [3]. E em relação ao ato antes de trabalhos mediúnicos na umbanda, o sexo é proibido, pois, traz um gasto de energia física, que poderia ser utilizada pelas entidades, também como citado antes os umbandistas acreditam que o sexo traz uma troca de energia com quem se pratica e essa mistura de energia pode ser negativa, consideram também que a atividade os deixe muito próximos ao material e distante das energias espirituais. Após os trabalhos a ação continua sendo não aconselhável, pois as energias precisam de certo tempo para serem “assentadas” e a energia sexual poderia interromper esse processo[4].

Já na questão da sexualidade, acreditasse que dentro do espiritismo a reencarnação, ou seja, após o desencarne (morte) o espírito tem a possibilidade de reencarnar em busca de evolução, onde uma alma feminina pode vir como homem, o que explicaria, para alguns, o desejo afetivo por pessoas do mesmo sexo. Dentro da Umbanda não é considerada a sexualidade (homens ou mulheres) os praticantes são apenas médiuns [5].

Referências Bibliográficas
1.     Lista de palavras. http://origemdapalavra.com.br/palavras/sexo/
2.     Palavras Ditas pelos Guias . http://umbandaestudo.blogspot.com.br/2008/08/palavras-ditas-pelos-guias.html
3.      Xavier, Francisco Cândido. Pelo Espírito Emmanuel. Vida e Sexo. 4.ed. Rio de Janeiro : FEB, p.30.
4.     Mello, José Carlos. Umbanda e sexualidade. http://www.mundoaruanda.net/noticia.php?id=79

Cordeiro, Clayton. A Homossexualidade na Umbanda. http://www.homorrealidade.com.br/2012/03/homossexualidade-na-umbanda.html

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